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Greenpeace pelo Guadiana

O lugar onde nasceu o Guadiana está seco. Também por isso, a secção espanhlola da Greenpeace promoveu uma descida do Guadiana, desde o local original do seu nascimento, perto de Ciudad Real, no centro do estado espanhol, até à foz do rio (junto a Vila Real de Santo António e Ayamonte) mostrando os impactos das barragens sobre o seu caudal, muito significativos em território espanhol (o que faz com que o rio já não tenha a sua nascente no local original) mas reduzidos em Portugal, apesar do Alqueva. Num debate organizado com a Associação Almargem, em Vila Real de Santo António, discutiu-se o impacto da especulação imobiliária nas margens do Guadiana, agora que o litoral do Algarve e da Andaluzia já estão completamente lotados. 

Iñaki Olano (Ecologistas en Acción) teve a intervenção mais pertinente, lembrando que "a corrupção imobiliária não destrói apenas a natureza: destrói a democracia" e que "os políticos que governam Ayamonte são criados da mafia imobiliária". Esta manhã o Alcaide de Ayamonte (socialista) proibiu a Greenpeace de montar as três tendas onde pretendia instalar uma exposição com fotografias actuais e antigas do Guadiana. Ficou o desafio para a criação de um Parque Internacional do Guadiana que mobilize organizações de defesa do ambiente em ambas as margens do Rio.